sábado, 22 de fevereiro de 2014
Buracos Negros
O que é um buraco negro? Quais as suas características? Vamos neste artigo tentar responder a estas questões. Apesar de já conhecermos algumas coisas sobre estes fascinantes objetos celestes, ainda hoje os buracos negros levantam muitas questões aos astrónomos e astrofísicos.Buraco negro é um corpo celeste que possui um campo gravitacional de tal forma intenso que nada pode escapar à sua força, nem a própria luz. Para que esse campo gravitacional se produza é necessário uma grande quantidade de massa extremamente concentrada.Para entendermos melhor este aspeto, é importante conhecermos o conceito de “velocidade de escape”, também conhecido por “velocidade de fuga”. Vamos supor que atiramos um objeto na vertical, de baixo para cima. Vamos observar que o objeto irá subir até uma determinada altura e inevitavelmente cairá no chão. Numa segunda tentativa, vamos atirar o objeto com mais força. O que acontece? Obviamente que ganhará mais velocidade e portanto subirá mais alto que na situação anterior e acabará depois por cair. Ou seja, quanto mais força imprimirmos maior será a velocidade inicial do objeto e então o objeto chegará mais alto. Com base nisto, é então possível lançarmos o objeto com tal força (imprimindo determinada velocidade inicial) que esse objeto não voltará mais, ou seja, escapará à força da gravidade da Terra. A essa velocidade necessária para fazer um objeto escapar à gravidade (seja da Terra ou de qualquer outro corpo celeste) chamamos de velocidade de escape ou velocidade de fuga. Por exemplo, a velocidade de escape da Terra na sua superfície é de 11,2 km/s.- buracos negros de Schwarzschild – não possuem rotação;
- buracos negros de Kerr – possuem rotação. Este tipo de buracos negros provavelmente é o mais frequente.- buracos negros estelares – quando estrelas de massa elevada (mais de 10 vezes a massa do Sol) tendo consumido todo o seu combustível que alimenta a fusão nuclear, colapsam pela sua própria gravidade, produzem um fenómenos conhecido como supernova, que é na realidade a explosão de uma estrela gigante vermelha ou supergigante vermelha. Se o que restar desta explosão tiver massa suficiente, o resultado será um buraco negro. Se não tiver massa suficiente, o que restar da supernova poderá ser, por exemplo, uma estrela de neutrões;
- buracos negros supermaciços – este tipo de buracos negros tem uma massa muito superior aos buracos negros estelares. Um buraco negro supermaciço pode ter uma massa milhões ou mesmo biliões de vezes maior que a massa solar. Os buracos negros supermaciços situam-se no centro das galáxias. Este tipo de buraco negro terá surgido quando o Universo era muito mais jovem que é atualmente. Talvez seja o resultado do colapso gravitacional de nuvens de gás ou até mesmo de grandes grupos de estrelas no núcleo das galáxias.
- buracos negros de massa intermédia – são buracos negros em que sua massa corresponde a algumas dezenas de vezes a massa solar, logo são mais maciços que os buracos negros estelares mas bem menos maciços que os buracos negros supermaciços. Não existem tantas evidências da existência para estes buracos negros quanto para os outros dois tipos apresentados anteriormente, porém alguns dados que possuímos parecem apontar para a sua existência.
- buracos negros primordiais – hipotéticos buracos negros que se teriam formado logo nos primórdios do nosso Universo dado que, conforme se pensa, nessa época o universo era muito mais denso daquilo que é hoje, tendo sido possível que se tivessem formado buracos negros com as mais diversas massas.
Planetas e satélites
Tritão – Satélite de NeptunoTritão, o maior satélite natural do planeta Neptuno. Descoberto em 1846 pelo astrónomo inglês William Lassell, poucos dias após a descoberta do planeta Neptuno. Apesar de ter sido descoberto no séc XIX, só mais recentemente, com a chegada da sonda espacial Voyager 2 ao sistema de Neptuno, ficamos a conhecer mais pormenores à cerca desta lua de Neptuno.Miranda – Satélite de ÚranoMiranda, o quinto maior satélite natural (ou lua) do planeta Úrano, mas também o mais interessante dos 27 satélites naturais de Úrano atualmente conhecidos. A sua superfície é surpreendente, dado que apresenta uma mistura muito variada de diferentes tipos de terrenos, fazendo de Miranda um objeto celeste bastante interessante.Titã – Satélite de SaturnoTitã, o maior satélite natural do planeta Saturno e o segundo maior satélite natural de todos os planetas do Sistema Solar. Titã foi descoberto em 1655 pelo astrónomo holandês Christiaan Huygens, sendo esta a primeira lua (ou satélite) de Saturno a ser descoberta. Desde essa época já aprendemos bem mais sobre esta lua, muito devido às missões espaciais que a visitaram.Calisto – Satélite de JúpiterCalisto, o segundo maior satélite do planeta Júpiter e o terceiro maior satélite de todo o Sistema Solar. Este satélite foi descoberto em 1610 por Galileu Galilei, juntamente com 3 outros satélites. Calisto é portanto uma das 4 luas galileanas. Desde essa época até agora já fizemos descobertas importantes sobre este satélite, muitas dessas descobertas foram feitas por intermédias de várias missões espaciais.Europa – Satélite de JúpiterEuropa, o quarto maior satélite natural do planeta Júpiter. Uma das 4 luas de Júpiter descobertas por Galileu em 1610 quando este apontou o recém-inventado telescópio para o planeta Júpiter. Já se passaram mais de 4 séculos desde sua descoberta, já descobrimos muitas coisas, mas ainda muito temos a descobrir sobre Europa.
Assinar:
Postagens (Atom)